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Transtorno Alimentar obesidade

Como Um Meio de Preencher o Vazio Afetivo

O que regula a fome são mecanismos automáticos no sistema nervoso central (SNC). O hipotálamo (uma estrutura do cérebro) controla a motivação para a busca e ingestão de nutrientes que estarão em falta no corpo. Entretanto os fatores biológicos e psicológicos estão interligados, pois comer além de suprir as carência nutricionais do corpo, dá prazer.

A comida irá preencher o vazio se ele for fome pura e simples. Caso seja resultado de uma falta de afeto, o ato de se alimentar vai apenas tentar ocupar o lugar de algo que está ausente.

A comida esta intimamente ligada, emocionalmente ao prazer e ao afeto, o ato de se alimentar trás agradável sensação de estar amplamente saciado inclusive emocionalmente. Se a ingestão de alimentos não for para atender as necessidades físicas, e forem transferidas para diminuir a ansiedade, e suprir problemas de ordem emocionais, pode levar a comportamentos compulsivos que também geram obesidade. O transtorno alimentar não é apenas um problema.

O transtorno indica que a pessoa provavelmente não achou outro modo de expressar seus sentimentos. Assim o simples ato de abrir e fechar a geladeira só pra ver o que há lá dentro, pode ser visto como uma busca, a questão é: Busca do que? É fome pura e simples? Ou se está à procura de algo que não se sabe exatamente o que é? Qual é o desejo, quais sentimentos estão atrás desse comportamento. A pessoa que ingere comida além do que seu corpo precisa, pode na verdade tentando suprir algo, solucionar problemas muitas vezes ligados à ansiedade, a frustação e a solidão.

Tais comportamentos podem ter ligações nas primeiras experiências como o bebe tem com a alimentação, neste momento a criança além de receber o aleitamento materno, recebe afeto e é claro o prazer. Muitos bebes buscam mamar não por estarem com fome de alimento, mas por estarem em busca de afeto e do acolhimento materno.

Por isso além do carinho dado na hora da amamentação é também importante oferecer a criança, atenção e carinho desvinculado do momento da alimentação, e não consolar a criança com alimento principalmente quando estiver chorando, com raiva, ou frustrada com alguma coisa. Oferecer comida nessas circunstancias como meio de recompensa e o mesmo que dizer a ela:  Quando estiver aflita, com raiva, sozinha, com medo, desamparada: Coma! Mensagem como esta, poderão gera um adulto que irão recorrer á comida como meio de aliviar suas angustias. Compensam com a comida o vazio que ansiedade gera.

No que compete a ação humana, e a ciência, procurar ajuda psicológica para fazer   uma psicoterapia, ou terapia individual, de casal ou família, irá lhe promover autoconhecimento, e a busca de formas alternativas de solução de problemas e conflitos que afligem o ser, facilitando o bem estar pessoal e familiar.

Dra. Cirene Valadão Psicóloga Clínica, Neuropsicóloga, Terapia de Casal e Família